12 jun

Apelo – Marina Porteclis

Ser, simplesmente, tudo que se é

Abrir mão de ser o que os outros são

Viver sem comparar, sentir sem esconder

Embriagar-se de verdade, afogar-se em emoção

Amar, sofrer, abraçar o real

Deixar de lado a estranha mania de imitar o comum

Esquecer o maldito hábito de forçar o “normal”

E ser feliz com o que podemos

Como nascemos

Pois nada vale mais do que um sorriso sincero

Por tudo o que somos e temos

 

Verdades que se escondem nos olhos cegam

Mentiras que derretem na boca envenenam

Sentimentos que morrem trancados também matam

Desejos guardados inflamam

E tudo se torna nada quando evitamos o que mais queremos

Quando o que mais queremos é o que menos devemos

E quando o que mais tememos é gostar de ser o que não podemos, mas, no fundo, somos

E como somos!

 

Se a liberdade tem um preço, que seja pago

Se a igualdade é utopia, que sejamos diferentes

Mas respeitados

Se a felicidade é realmente o que importa, que possamos sorrir sem esconder o motivo da alegria

E se o amor existe, que possamos sim ousar dizer o nome do ente amado

Sem receio, intolerância ou hipocrisia

Apenas coração

E por que não?

Quem sabe um dia.

 

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