08 jun

A saga de uma “sapa” na Universidade – Ali Dias

 

            Imaginem-se numa situação na qual, você é a única amiga lés, em um grupo de cinco garotas e um garoto! Como lidar? Você entrou na sala de aula e não avistou ninguém da sua “espécie”, ou ainda, você não sabe como introduzir o assunto da sua orientação. Para algumas pessoas, vai ser tranquilo, mas existem outras que não se sentiram confortáveis o suficiente para falar de si.

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01 jun

“Você não tem ‘cara’ de lésbica!” – Ali Dias

É interessante a reação de algumas pessoas, quando você diz de forma corriqueira sobre sua orientação. Já passei por situações engraçadas, e outras embaraçosas, mas entre todas as reações possíveis, a surpresa sempre se desataca de todas elas.

O que me faz pensar em como uma parcela destas pessoas imaginam que deveríamos ser. Você já deve ter ouvido : “Mas você não tem ‘cara’ de lésbica!”, ou ainda, aquele mais famoso e desrespeitoso “Você ainda não achou o ‘cara’ certo!”. Pois bem, a segunda é a que ouço mais, ainda acompanhado de um: “Que desperdício!”. Isso costumava me deixar chateada e sem jeito, quando era bombardeada por estas colocações, mas depois de um tempo você passa a enxergar com outros olhos.

As pessoas olham para você, e já fazem aquele pré-julgamento: “E os namorados?”, daí você fica naquele dilema interno de alguns segundos, vale a pena desmitificar a imagem que ela tem de mim? Digo que sou, ou não?

           Diante de situações assim, na maioria das vezes eu dou um sorriso blasé e finjo que não é comigo. Não funciona sempre, as pessoas sabem ser bem insistentes quando querem, chegando a inconveniência. Porém, elas têm de aprender a separar o particular do público. E somente você pode limitar o que ela pode, deve ou não saber. Não é difícil, por incrível que pareça.

Se você ainda não sabe como reagir ante a toda essa interferência, e ainda se sente pressionada quando o assunto é sua orientação, grave o que a Ali vai dizer – que ela leva para a vida : Muitas vezes não vale a pena tanto esforço para ser aceito pelos outros, nem se justificar para a maioria. As vezes o outro é apenas um emaranhado de informações, e você é o receptor, dispense seus esforços aqueles que valem a pena, mas também saiba quando colocar ponto final, quando o assunto é você, e o que sente. Comecemos a finalizar histórias e não usar reticências. Só quem sabe de si, é você mesma.

#Sapatilha

24 maio

#Sapatilha – Ali Dias

 

Ponto Cego

Quando paro e olho para trás, lembrando de como cheguei até aqui depois de tanto suor, lágrimas e dor, o clichê se repete, basicamente aquele ciclo: descoberta, enfrentamento da realidade, aceitação, respeito. E você deve estar se perguntando no momento: Mas, se mesmo depois de tudo isso ela conseguiu se interpor a todos esses problemas e chegou lá, por que está aqui, falando de Ponto Cego? E por que isto haveria de ter algum significado para mim?

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