10 maio

Segunda chance – Fernanda Kne

E quando a vida te der uma segunda chance, não jogue fora! 

Há 10 anos atrás eu namorei a Talita por mais ou menos 2 anos e meio, éramos jovens de 17 e 18 anos quando resolvemos morar juntas.

Meus pais voltaram para o Brasil no início do meu relacionamento com ela, a família dela estava no Brasil e ela tinha um irmão morando aqui no Japão, em outro estado. Eu me lembro de ser uma relação divertida, morar juntas foi uma aventura e tanto, aprendemos muito uma com a outra, e eu carrego boas lembranças dessa relação. 

Terminamos e pouco depois voltei ao Brasil, me lembro que antes de ir ao aeroporto eu me encontrei com ela e almoçamos juntas, e ali selamos o que desejávamos uma à outra e seguimos a vida. De tempos em tempos alguém comentava alguma coisa dela comigo, bobeiras, pequenas fofocas e fim. 

Durante esses anos no Brasil, eu aprendi muito sobre relacionamentos, sobre questões emocionais, sobre ciúmes, apego e desapego, sobre responsabilidade emocional e tudo mais que vocês podem imaginar nesse sentido. 

Fato é que além de boas lembranças da relação com ela, naquela época eu achava que deveria ser o “homem”. Eu percebia as coisas dessa forma, e podendo voltar no tempo faria muita coisa diferente.

A questão da responsabilidade emocional me pega muito quando lembro dela, e me faz muito mal lembrar de algumas situações. 

Hoje ela vem aqui em casa, e eu espero poder fazer um café e dividir com ela, espero poder dar algumas risadas sobre o nosso passado. E se vocês estão lendo esse texto, é porque eu consegui pedir desculpas por tudo que possa a ter magoado, por qualquer ferida que eu possa lhe ter causado, por qualquer situação que ela tenha se sentido menor que eu no relacionamento que tivemos.

ESSA é a minha segunda chance, não de ter um relacionamento amoroso, as coisas passam e vocês sabem disso. A minha segunda chance é de poder mudar a lembrança que ela tem de mim. 

Saber que eu tenho essa oportunidade, saber que ela vai poder sentar e me falar como tudo passou nesses anos e vice e versa me deixa ansiosa e feliz. Ao mesmo tempo essa ansiedade é por não saber que tipo de lembrança ela carrega de mim, e me é tão importante que ela carregue coisas boas. 

Eu não sei como fazer as coisas todas certas, mas a certeza que eu carrego comigo é que tentarei sempre!

#sapataonojapao

4 thoughts on “Segunda chance – Fernanda Kne

  1. Que bom poder rever as pessoas queridas e falar com ela o que nos aflige, sobre o passado, geralmente tudo já foi resolvido na cabeça da outra pessoa, mas não deixa de ser uma catarse para quem se sente culpado. Boa reflexão!

  2. Ahh Cris, eu gosto tanto de te ver presente e participando da minha vida! Obrigada por me acompanhar e sempre deixar um carinho pra mim! ❤️

  3. É a minha busca Ma, quero me tornar melhor e aprender sempre com meus erros! Sentido que isso tem dentro de mim é inexplicável!!! Obrigada por comentar ❤️🙏🏼😉

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